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Polo petroquímico do Rio de Janeiro vai gerar 170 mil empregos

maio 21, 2008 por Luiz Souza · 3 Comentarios 

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro já está em fase de implantação com obras de infra-estrutura já iniciadas e quando estiver pronto irá gerar 271 mil vagas de emprego em todo Brasil, sendo que dessas, 170 mil são previstas para o Estado do Rio de Janeiro.

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio) divulgou ontem o estudo “Comperj — Potencial de Desenvolvimento Produtivo”, que analisa as transformações e o impacto que as obras e a implantação do Complexo Petroquímico vão trazer para a economia dos municípios fluminenses e para o Estado do Rio. A previsão é de que sejam abertos até 271 mil postos de trabalho no Brasil (quase 170 mil no Estado do Rio), a partir de 2015, quando o complexo entrar em operação. O pólo deve atrair 724 indústrias no setor de plásticos e gerar em torno de R$ 13 bilhões por ano na economia brasileira.

Segundo estimativa feita pela instituição e pela Fundação Getúlio Vargas, em 2011, quando a construção do complexo, em Itaboraí, estiver a pleno vapor, a geração de empregos será de 173 mil vagas no País. No estado, serão 75 mil oportunidades. Nos 23 municípios fluminenses da região de influência do complexo (Itaboraí, São Gonçalo, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Magé, Rio de Janeiro, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Duque de Caxias, Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Saquarema, Maricá e Niterói) serão abertas 65 mil vagas para mão-de-obra qualificada. Nas sete primeiras cidades, consideradas região direta de influência do empreendimento, devem ser gerados 22 mil postos de trabalho.

A partir de 2015 — ano da entrada de operação do complexo —, a expectativa é de que sejam criados mais de 117 mil empregos no estado, sendo 41 mil em Itaboraí, São Gonçalo, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Magé. Em um cenário mais otimista, as chances no País serão para 271 mil trabalhadores. Destes, 168 mil no Rio, sendo 153 mil nos 23 municípios de influência indireta e 63 mil nas sete cidades diretamente influenciadas.

A oferta de empregos no Rio vai depender, de acordo com Augusto Franco, diretor da Firjan, da capacidade do estado em atrair fabricantes de material plástico para a região. O estudo prevê que, se 300 mil toneladas forem absorvidas no estado, por ano, pelas indústrias de plástico, serão abertos 117 mil empregos. Mas se o consumo for melhor, 600 mil toneladas anuais, a geração de postos de trabalho sobe para 168 mil. Uma diferença de 50 mil empregos.

Chances na construção e outras áreas

Durante a fase de obras do complexo, as principais oportunidades são para a construção civil. Tanto que a Petrobras realizou, no ano passado, o 1º Ciclo do Plano de Qualificação Profissional do Comperj, com vagas para cursos de armador de ferro, carpinteiro de formas, eletricista, encanador, pedreiro e pintor predial, com exigência do Nível Fundamental incompleto, exceto eletricista, que pedia o curso completo (até a 7ª série).

Este ano, foram oferecidas 375 vagas. Os cursos — cujas inscrições para seleção se encerraram no último dia 11 — serão de operador de trator D8, operador de pá carregadeira 966, motorista de caminhão 12 metros cúbicos, operadores de escavadeira 320, de trator D6, de trator de pneus e grade de discos, de motoniveladora CAT 140 e de rolo compactador CA 25 PD, além de motorista de caminhão irrigadeira. As provas acontecem no dia 1º de junho.

Além das oportunidades geradas pelo Complexo Petroquímico e pelas indústrias de material plástico, o estudo da Firjan destaca a possibilidade de criação e consolidação de empresas prestadoras de serviços. Fornecimento de uniformes, assistência técnica, limpeza e conservação, eletricidade, hidráulica e saneamento e segurança e saúde no trabalho são alguns serviços de apoio passíveis de serem implantados na região.

Capacitação é destacada em estudo

O estudo chama atenção também para a questão da qualificação: é necessário esforço conjunto dos governos federal, estadual e municipais e do setor privado para a capacitação da mão-de-obra. “Esse desafio não será, porém, trivial, mas de extrema importância não só no primeiro momento (de qualificação dos trabalhadores para participar das obras do Comperj) como também no momento posterior, no qual a requalificação de parte da população, a ser dispensada com os fins das obras civis, será necessária para que esta esteja apta a trabalhar nas indústrias de material plástico”, diz o documento.

A qualificação dos trabalhadores desempregados da região do complexo é importante para evitar que haja “exportação de desempregados”. Se a população inativa for preparada, dará para atender a demanda do pólo, sem necessidade da migração de mão-de-obra.

QUALIFICAÇÃO: 30 MIL VAGAS

60 CURSOS GRATUITOS
Integrante do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural — Prominp, o Centro de Integração do Comperj vai qualificar e capacitar a mão-de-obra das cidades de sua abrangência para atuar na implantação do Complexo Petroquímico do Rio. Ao todo 30 mil profissionais serão qualificados em mais de 60 tipos de cursos gratuitos, divididos em cinco ciclos anuais.

SELEÇÃO
O ingresso nestes cursos está sendo feito por processo seletivo. O 1° Ciclo de Qualificação Profissional do Centro de Integração do Comperj começou em maio do ano passado, oferecendo cursos na área de construção civil. Agora, em junho, serão selecionados os alunos do 2º Ciclo de Qualificação.

PROVAS
A prova de seleção do 2º ciclo acontece em 1º de junho. O resultado sai dia 17 de junho. Todas as categorias farão prova de Língua Portuguesa e Matemática. As provas objetivas serão realizadas nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Magé, Silva Jardim e Tanguá.

AULAS
A formação dos profissionais será feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). As aulas começam em junho e terão a duração de um mês, com oito horas diárias. A parte teórica será dada na unidade do Senat em São Gonçalo e a prática, no próprio terreno do Comperj, em Itaboraí.

APROVEITAMENTO
Os profissionais capacitados pelo Centro de Integração farão parte de um banco de dados de candidatos a empregos no Comperj e nas empresas que serão atraídas para a região. Mais de 30 profissionais qualificados pelo Centro de Integração já foram contratados pelas empresas responsáveis pelas obras de construção do complexo industrial.

Fonte: Jornal O Dia

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