Top

Alguém viu um padre amarrado a 1000 bolas de gás que sumiu do mapa ?

abril 21, 2008 por Luiz Souza · Comente 

Um padre teve a brilhante idéia de amarrar 1000 balões de festa cheios de gás hélio e dar um passeio aéreo em Santa Catarina para bater o récorde de permanência no ar e conseguiu com isso ser arrastado pelas correntes de vendo para alto mar a mais de 50 km de distância da costa e está sumido.

O Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), da Polícia Militar de Santa Catarina, continuava o trabalho de buscas ao padre paranaense Adelir De Carli, desaparecido desde a noite de ontem, quando tentava fazer um vôo de 20 horas sentado em uma cadeira amarrada a mil balões de festas cheios de gás hélio. O último contato aconteceu por volta das 21 horas, quando avisou que estava pousando no mar, a cerca de 15 quilômetros a leste das ilhas Tamboretes, que distam 5 quilômetros da costa da ilha de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina.

No site da Pastoral Rodoviária, à qual o padre está ligado desde sua ordenação há cinco anos, ele diz ter criado o evento Voar Social, como forma de atrair os canais de mídia e divulgar a pastoral, que presta assistência espiritual e social aos caminhoneiros. Ele declara ter “vasta experiência” como esportista de montanhismo, mergulho, pára-quedismo e vôo livre (parapente). De Carli já tinha levantado vôo com a ajuda de 500 balões em 13 de janeiro deste ano, em Ampère, no sudoeste paranaense. Atingiu 5.337 metros e desceu quatro horas e 15 minutos depois, a 110 quilômetros dali, em San Antonio, na Argentina. Segundo ele, o recorde de altitude anterior era de 3,9 mil metros, de um norte-americano.

Desta vez, De Carli pretendia bater o recorde de tempo, que é de 19 horas, e ficar uma hora a mais nos ares. Esperava que os balões o levassem para o interior do Paraná, a partir de Paranaguá, no litoral do Estado, de onde decolou por volta das 13 horas de ontem com seu equipamento.

As buscas são feitas por cerca de 100 pessoas, que têm o auxílio de um helicóptero da Polícia Militar de Santa Catarina, duas embarcações da Marinha e um avião Bandeirante da Força Aérea Brasileira, além de um avião do governo do Paraná e vários pescadores voluntários. Apesar do vento de cerca de 60 a 70 quilômetros no mar, o tempo e a visibilidade eram bons até a tarde de hoje. Na Paróquia São Cristóvão, em Paranaguá, onde De Carli é pároco, fiéis passaram o dia em orações. No Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-2), em Curitiba, que podia informar sobre as licenças para esse tipo de vôo, não houve expediente hoje.

Fechar
Envie por e-mail
Bottom