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Senador Cristóvam Buarque deu um esculacho moral nos americanos

maio 4, 2008 por Luiz Souza · 1 Comentario 

Em um debate em uma Universidade Americana, o ex Ministro da Educação e atual Senador Cristóvam Buarque foi questionado por estudantes americanos do que ele pensava sobre a internacionalização da Floresta Amazônica.

Ele deu uma resposta categórica, que de forma muito educada conseguiu humilhar todos os exploradores que pensam em tomar de nós a Floresta Amazônica e dela usurpar tudo o que há.

Veja abaixo a resposta de Cristóvam Buarque à pergunta do estudante que o indagou o que ele pensava como humanista sobre a internacionalização da floresta amazônica:

“De fato como brasileiro, eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tenha importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem estar da humanidade quanto a Amazônia para nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar este patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, ser manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou país. Não faz muito um milionário Japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre.  Antes disto, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos nas fronteiras dos Estados Unidos. Por isso, eu acho que Nova York, como sede nas Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda humanidade. Assim como Paris, Roma, Veneza, Rio de Janeiro, Brasília, Recife. Cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os Estados Unidos querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos Estados Unidos. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Defendo a intenção de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando esta dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Como humanista… Aceito defender a internacionalização do mundo. Mas enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa !”

Nota pessoal:

Este é o tipo de reação que esperamos de nossos políticos e governantes. E não podemos em hipótese alguma aceitar que estrangeiros venham cá e roubem o que temos de melhor.

Grande parte da degradação da Floresta Amazônica se dá pelo consumo de madeiras nobres de americanos e europeus que saem do Brasil pelos navios japoneses que entram na região de floresta e saem carregados destas madeiras de nossas terras. Também são culpadas todas as nações que consomem e exploram nossas pedras preciosas pagando por elas valor irrisório, que não chega nem perto do valor que merecem. A mineração excessiva também é grande vilã, pois produzimos dez vezes mais do que consumimos, visando a exportação.

Desta forma, não podemos aceitar que o Brasil leve a culpa pela degradação da floresta, haja vista que, se 90 % do que é produzido na região é exportado, então podemos afirmar sem medo, que o Brasil tem apenas 10 % desta culpa e os outros 90 % são culpa do resto do mundo que deveriam também ser punidos pelo consumo inconsequênte. Principalmente dos Estados Unidos.

O grande mau do Brasil a meu ver, é que pelo mau aparelhamento e baixos salários de funcionários dos órgãos competentes (Feema e Ibama, dentre outros), acabam abrindo caminho para o jeitinho brasileiro se instalar. Este jeitinho brasileiro, permite que nossas riquezas minerias e biológicas deixem o país através da biopirataria por exemplo.

É hora de começarmos uma grande revolução antes que seja tarde demais…

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