Chamar médicos de vagabundos é fácil - quero ver melhorar a qualidade da saúde no RJ !
setembro 27, 2008 por Luiz Souza · Comente
Recentemente foi notÃcia na mÃdia que o Governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, chamou os médicos de vagabundos. Isto tudo não passou de uma tentativa de fingir que o governo se importa com a saúde no Estado do Rio.
O fato é que os médicos que faltaram ao plantão naquele foram usados como “bodes espiatórios” e serviram de trampolim para o Governador aproveitar a época das campanhas polÃticas para tentar mostrar serviço. Sérgio Cabral só esqueceu de dizer naquele dia, que a unidade enfrenta sérios problemas com a falta de diversos profissionais na área de saúde. Esta semana, no RJTV, foi noticiado que o Hospital Getúlio Vargas e tantos outros pela cidade sofrem com a falta de médicos, mas isto não tem relação com a ausência a um dia de serviço, mas sim com o quadro geral da saúde no Estado, que não contratou médicos suficientes para suprirem a demanda e pelo fato de que a maioria dos médicos terem sido contratados no regime de cooperativas, onde tais profissionais não tem respeitados seus direitos trabalhistas, não tem direito a férias, fundo de garantia e tantos outros benefÃcios que mereciam ter.
Sendo assim é fácil para o governador chamar os médicos de vagabundos… Quem me ouve falar até deve pensar que sou contra o Sérgio Cabral, mas não é verdade: nas eleições passadas eu votei nele e o ajudei com meu voto a ser eleito, mas me vejo no direito de exigir que ele respeite as categorias que tanto lutam para garantir o funcionamento (ainda que precário) das unidades de saúde.
Governador chama médicos de safados
setembro 22, 2008 por Luiz Souza · Comente
O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, se irritou com a falta de 5 médicos ao plantão no Hospital Getúlio Vargas, um dos principais da cidade, e esbravejou “É uma situação que nos deixa angustiados, mas que tem solução. O que pode ser feito imediatamente é a troca desses médicos. Quero ver o Cremerj denunciar esses safados.” (trecho retirado de reportagem do Jornal O Globo, na internet).
Sei que a situação foi grave, mas para um homem que ocupa uma posição tão importante no estado, ofender profissionais que se dedicam diariamente ao atendimento de pacientes, sem as mÃnimas condições de trabalho, é algo que não deveria ocorrer. Poderia sim ter falado de forma dura mostrando indignação, mas não deveria chamar os médicos de safados.
Espero que o governador Sérgio Cabral venha a público se desculpar com a categoria, e também com a população, pois os serviços de saúde pública sob responsabilidade do governo do estado não andam nada bem.
O preconceito racial e social ainda existem
julho 2, 2008 por Luiz Souza · Comente
Embora estejamos no século XXI ainda não nos vemos lives do preconceito racial, que está encrustado no seio de nossa sociedade desde os tempos da colonização. Por mais que mudanças tenham ocorrido proporcionando melhores condições de vida para os pardos e negros, ainda vemos que muitos vivem à margem da sociedade por falta de oportunidades iguais para todos.
Leis mais severas tem reduzido à força os abusos que ocorriam, mas como todos sabem, no Brasil as leis não valem para todos, os pobres, os negros e os favelados sempre pagam o preço da cor de sua pele ou de sua condição social, e isso precisa mudar.
Para quem acredita que o preconceito é coisa do passado, basta entrar em uma empresa de grande porte… Você verá que os cargos de chefia em sua maioria são ocupados por pessoas de pele clara e nascidas em berço de ouro, aos menos favorecidos restam os cargos operacionais (o serviço pesado de um modo geral).
Outro exemplo que tivemos recentemente foi o ocorrido em uma operação policial na Favela do Muquiço, em Guadalupe, onde um menino de 6 anos de idade morreu com um tiro na cabeça. O governo pouco se importou e apenas mandou mais policiais para conter os ânimos. No mesmo dia o filho de uma promotora de justiça se envolveu em uma confusão numa boate de ricos que levou à morte de outro jovem de classe média alta. O Governador foi ao enterro do jovem rico, mas ignorou a criança pobre. Não foi preconceito racial propriamente dito, mas mostra que existe no mÃnimo um preconceito social, onde os ricos recebem atenção especial, enquanto aos pobres resta o esquecimento.



