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O abuso de poder contra a liberdade de expressão é a volta da censura

July 5, 2008 por Luiz Souza · Comente 

A internet deveria ser vista não só como uma fonte de interatividade e diversão, mas sim como uma importante ferramenta onde o povo cria o conteúdo e promove uma verdadeira revolução no mundo.

Ultimamente o que mais temos visto, são processos movidos por empresas e governos, contra provedores de internet e sites de relacionamento, visando única e exclusivamente cercear a liberdade de expressão, que é garantida a todo cidadão do mundo, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Não estou defendendo em hipótese alguma as pessoas que cometem crimes virtuais ou favorecem a pirataria, mas tenho muito medo de que os governos façam uso da internet de modo a preservar os interesses nocivos que tem contra a sociedade de um modo geral. Embora não seja comum, a internet pode ser utilizada até mesmo para derrubar governos, denunciar irregularidades em contas públicas e mostrar as coisas erradas que acontecem no Brasil e no mundo e que não encontram espaço na mídia tradicional, Há décadas os jornais, revistas e canais de televisão, vem sendo vítimas de censura, e de pouco em pouco vemos que a censura volta com força total quase da mesma forma como na época da Ditadura Militar do Brasil.

Um exemplo claro de que a justiça muitas vezes atende a pedidos que contrariam a liberdade de expressão é o ocorrido recentemente contra o Google, onde a Justiça Americana acatou um pedido da Viacom (dona da MTV, DreamWorks, Paramount e outros gigantes da mídia) para que o Google libere a lista de todos os vídeos que foram publicados e assistidos no Youtube, bem como qual usuário viu qual vídeo, através de qual endereço IP e em que data. Ou seja, é uma invasão total do direito que temos à privacidade na internet. Embora tenha sido uma decisão internacional, vale ressaltar que o Youtube é um dos sites mais populares entre internautas brasileiros (são milhões de brasileiros que usam o Youtube) e isso irá expor nossa privacidade de forma nunca antes imaginada.

Uma solução seria boicotar as empresas que movem este tipo de processo. Podemos começar deixando de dar audiência aos canais como a MTV, a Nickelodeon aos filmes produzidos pela Paramount e pela DreamWorks. Todas estas empresas aqui citadas estão se mostrando contrárias à liberdade de expressão e ao direito de privacidade que nos é garantido por lei, e por isso merecem ser punidas por quem lhes dá dinheiro e audiência, que somos nós, seus espectadores.

Complemente a leitura deste artigo com uma matéria que fala sobre o fato e que foi publicada pelo Jornal O Globo na internet.

Ordem judicial pode proibir acesso a blogs no Brasil

April 11, 2008 por Luiz Souza · Comente 

Li agora pouco no portal de notícias G1 uma notícia que me deixou completamente revoltado e me levou a fazer este post.

De acordo com uma ordem judicial expedida no final de março, os provedores brasileiros devem impedir o acesso de internautas brasileiros a um determinado blog que está hospedado no wordpress.com, só que segundo a abranet (associação brasileira de provedores de internet) para bloquear este determinado blog, todos os blogs hospedados no wordpress.com também teriam que ser bloqueados, causando assim o prejuízo de milhares de blogueiros inocentes.

A justiça não revelou qual o blog que está causando esta polêmica, mas a ABRANET já enviou texto explicativo informando ao juiz que decretou a sentença que tal bloqueio seria catastrófico para milhares de internautas e que também impediria a liberdade de expressão de pessoas inocentes, que nada fizeram contra a lei e que devem gozar o seu direito de expressar suas opiniões.

Eu cada dia fico mais triste com estes fatos.

De pouco em pouco vemos o ressurgimento da censura que havia nos tempos da ditadura.

Se não protestarmos contra estes abusos do poder enquanto é tempo, em questão de poucos anos seremos tão livres para expressar nossas opiniões como os chineses o são (ou seja, não teremos nenhum direito de expressar nossas opiniões e seremos punidos se tentarmos).

Quem quiser ler a matéria inteira, pode acessar o artigo no G1.

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