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Comércio eletrônico entre usuários de baixa renda

July 7, 2008 por Luiz Souza · Comente 

O Brasil vive hoje um momento muito importante que pode ser considerado uma marca histórica. O número de pessoas que acessam a internet de casa aumentou muito nos últimos anos e só para se ter uma idéia, em 2007 foram vendidos mais de 10.000.000 de computadores, sendo sua grande maioria a usuários domésticos nas classes C, D e E (que são considerados classe média baixa ou baixa renda).

Além disso, o perfil dos usuários de internet também ficou mais acessível às classes de menor renda, e estima-se que 70 % dos internautas seja pertencente à classes de baixa renda.

Embora o acesso tenha sido democratizado, se engana quem pensa que este tipo de usuário não realiza compras pela internet. Até muito pelo contrário… Embora o ticket médio das vendas seja menor do que o das classes mais abastadas, o número de vendas efetivadas a usuários de baixa renda é inúmeras vezes maior, fazendo com que ao final das contas se obtenha excelente retorno financeiro e com altas margens de lucro.

Isso abre um amplo espaço para o surgimento de novos negócios que tem como foco principal as vendas que são realizadas através da internet, ou seja, há muito espaço para o comércio eletrônico se popularizar. Para isso é preciso ter uma empresa formalmente legalizada que tenha autorização para comercializar seus produtos através da internet.

O investimento para abrir uma empresa que opera exclusivamente pela internet é bem menor do que o de abrir uma loja física tradicional, visto que a imagem da empresa será virtual e o investimento que se faz em publicidade também acaba sendo menor. Mas é importante ressaltar que os consumidores brasileiros ainda tem certo receio de realizar compras pela internet e se você tem interesse em fazer parte do comércio virtual é importante que sua empresa invista muito na imagem, para que desta forma possa passar ao cliente uma sensação de segurança e credibilidade.

O mais importante de tudo em minha opinião, é pesquisar muito bem o seu ramo de negócio antes de entrar no mercado virtual. Há segmentos que já estão saturados, enquanto que há nichos de mercado que ainda não foram explorados pela web, fazendo com que você possa ser pioneiro no seu ramo.

Investir em educação e cultura é garantia de sucesso

May 18, 2008 por Luiz Souza · Comente 

Um dos principais pontos que diferencia um país desenvolvido de primeiro mundo de um país subdesenvolvido de terceiro mundo é o histórico de investimentos realizados em educação e em cultura, que são a base de toda e qualquer sociedade que espera obter sucesso no futuro.

Vemos claramente que países europeus tem um índice de desenvolvimento humano muito maior do que o que vemos nos países da América Latina, e se verificarmos, o investimento que os países europeus fizeram no passado em cultura e educação foram massivos. Tanto que a Europa é considerada o beço das artes.

Portanto, precisamos cobrar de nossos governantes que façam investimentos mais racionais em cultura e educação. É inconcebível vermos em que estado se encontram as universidades públicas do Brasil. Estão todas deterioradas e os profissionais que lá trabalham pouco se importam em lutar por melhorias em  infra-estrutura - eles buscam apenas melhores salários e o resto deixam pra lá. Não aceito as greves que estes profissionais fazem todos os anos única e exclusivamente para cobrar aumentos extorsivos de salário sem buscar nenhum tipo de melhoria na estrutura de ensino, na atualização tecnológica e em um ensino de qualidade para seus alunos.

O mesmo vemos no setor de cultura e arte em nossas cidades. Os museus mantidos por instituições públicas ou ligadas ao governo vivem à míngua, justamente por não entenderem que não é só cobrar mais salário e sim buscar melhorias para toda a estrutura que compreende este tipo de negócio. Deve-se parar de pensar no próprio umbigo e entender que o bem de todos é fundamental. Quando todos estiverem bem, aí sim pode-se pensar em aumento de salário.

As empresas públicas não dão certo justamente por terem uma visão equivocada de que o funcionário deve ser bem remunerado e ter estabilidade. Com isso os profissionais não tem o mínimo interesse em prestar serviços de qualidade, visto que seu salário (alto) e seu emprego estarão garantidos. As empresas públicas devem passar a adotar mais rigor com seus funcionários, da mesma forma feita pelas empresas privadas. Em uma empresa particular, se o funcionário não está tendo o desempenho esperado e está insatisfeito ele é demitido. Por qual motivo isto não acontece com os funcionários públicos ? Só porque fizeram concurso se consideram melhores do que os demais ?

Isto é algo no que devemos pensar.

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